Tome alguns cuidados ao trabalhar com Roadmaps!

Se você é líder de um produto ou de um projeto e trabalha com Roadmaps, trouxemos alguns cuidados que você deve ter para aproveitar essa ferramenta da maneira certa.

Com mais um trimestre sendo finalizado, é natural que você e a sua empresa comecem a atualizar os planos de trabalhos para os próximos meses. Isso pode ser feito por meio do Roadmap do seu produto. Isso é muito comum por ser a forma da gerência da empresa direcionar todos os seus colaboradores rumo ao foco da organização no período que se inicia.

Para quem não está familiarizado com o termo, Roadmap é uma ferramenta utilizada para planejar e comunicar os objetivos futuros de um projeto. A partir dessa ferramenta, o gestor define os resultados de negócios esperados e, por meio desse documento, realiza constantes comunicações com os stakeholders sobre os tópicos levantados nesse planejamento.

Um dos objetivos do Roadmap é mostrar que o time irá entregar valor para o cliente nos próximos tempos por meio de ciclos curtos que irão gerar uma maior eficácia dos trabalhos realizados.

Para montar esse material é necessário sempre se perguntar como as entregas já realizadas e as futuras irão melhorar a vida do cliente e aumentar o apreço dele pela ferramenta ou pelo projeto em execução.

Sempre pautado nos objetivos e resultados chaves da empresa, o Roadmap é determinado a partir de métricas, hipóteses e testes que promovem uma cultura de experimentação constante na equipe. Dessa maneira, o time consegue caminhar de forma ágil e, principalmente, na direção esperada para ele.

Pensando nessas questões, o líder de Produto, como o Product Owner, atualiza o seu Roadmap e prioriza as suas demandas para o próximo período demonstrando a mudança de rota do projeto. Após isso, transforma o Roadmap em Backlog montando as Milestones de trabalho e colocando o time para executar as tarefas criadas. Porém, acaba cometendo um erro trivial: transformar o Roadmap em metas a serem atingidas.

Porquê o Roadmap não deve ser transformado em metas

Quando isso acontece, ocorrem disfunções na equipe. Isso se dá porque trabalhar de maneira ágil requer viver de aprendizados.

Vou te dar um exemplo: quando um Sprint ocorre e é finalizado, há as retrospectivas para avaliar como foi esse último ciclo e gerar melhorias no trabalho executado. Assim, o time vivencia algo, enxerga possibilidades de mudanças positivas e as coloca em prática.

Nos projetos, isso não é diferente. Então, quando alguma solução é implementada, por exemplo, você avalia se ela atingiu os resultados previstos e mede para verificar se a funcionalidade teve o sucesso esperado para os clientes. Caso a resposta seja negativa, tira dali os aprendizados obtidos e muda a forma de trabalhar para que tais problemas não ocorram mais.

Isso deve ser refletido, por consequência, no Roadmap do produto ou do projeto vigente. Com problemas e hipóteses sendo respondidas a todo momento, as rotas de trabalho precisam acompanhar essas mudanças. Isto é, o Roadmap não pode ser rígido e inflexível pois vai contra aos aprendizados do dia dia.

Então, quando se usa o Roadmap da maneira certa, ou seja, para comunicação, os objetivos são atingidos. Há nele, então, um apontamento do caminho do time, deixando claro alguns itens:

  • Quais problemas serão resolvidos?
  • Quais soluções serão implementadas?
  • Quais serão as métricas de sucesso que irão garantir a qualidade?

Essas respostas farão com que as pessoas sejam representadas e entendidas do negócio. Além disso, o seu cliente tende a confiar mais no produto que está sendo entregue para ele, pois, sem datas específicas, as cobranças continuarão, porém as mudanças e alterações serão aceitas com maior receptividade. Afinal, se entende que com um poder maior de flexibilização, o Roadmap deixa de ser compromisso e passa a ser um acordo para entregar o que precisa ser entregue de fato, com valor, para o cliente.

Portanto, ao invés de datar todas as entregas e realizar promessas e expectativas nos seus clientes, fale sobre os resultados de negócios esperados com respostas que deixem claro o que esperar do seu produto para o próximo mês, quais as dores que serão atacadas agora e no futuro, como isso será feito, quais os riscos envolvidos e como serão mitigados e quais as funcionalidades que podem vir a serem desenvolvidas.

E assim, a cada fator que possa alterar esse Roadmap, atualize o seu plano de trabalho e comunique a todos os impactos. Faça valer a comunicação esperada para essa ferramenta na gestão do seu produto e tenha ganhos na sua empresa.

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