O primeiro passo: Como foi meu primeiro Sprint

Após tomar a decisão de implantar o Scrum no ClubPetro veio o primeiro passo na prática: fazer o nosso primeiro Sprint e aprender com ele!

Após tomar a decisão de implantar o Scrum no ClubPetro veio o primeiro passo na prática: fazer o nosso primeiro Sprint! Tinha em mente o que precisávamos fazer: iniciar em um time, definindo papeis e responsabilidades. Fui o primeiro Product Owner, pois era o líder do time e tínhamos um Scrum Master que já conhecia a teoria. Esse foi nosso primeiro passo.

O primeiro passo na prática!

Criar o primeiro backlog foi fácil, listei as tarefas e o que entendia que precisava ser feito. Na época o meu time de Marketing era pequeno, somente 3 pessoas e por isso mesmo, já conhecia o que cada um era capaz de fazer e imaginava o que o time seria capaz de fazer no nosso primeiro Sprint. Agendamos a primeira reunião após explicar para o time os benefícios da metodologia e como iríamos funcionar. Começamos! Foi a sensação que tive ao iniciar esse primeiro Sprint Planning, enxergava em mim a vontade de fazer isso dar certo. Já imaginava ter o backlog bem feito, por isso mesmo, imaginei que seria tranquilo. No Planning, tivemos o primeiro impedimento; o que era claro para mim, não era claro para todos, e da mesma forma, inserir o título da tarefa não era o suficiente para deixar claro. Parece óbvio, mas esse foi o meu primeiro erro como Product Owner, achar que todos tinham a mesma visão das coisas que eu. Faltou empatia, faltou entender que nem todos entendiam daquele universo complexo que vivíamos. Gastamos um tempo da reunião, fazendo o que deveria ter sido feito antes, detalhar melhor todas as tarefas. Por isso mesmo, a reunião se estendeu, ficou cansativa e não conseguimos de verdade atingir os objetivos da reunião com a eficiência que queríamos. Mas, apesar desses problemas, iniciamos o nosso primeiro Sprint. A vontade já era levar a metodologia para os outros times, pelo menos os que eu também liderava. Assim, conseguiria já colocar em prática as melhorias que já havia identificado, mas decidi esperar. Queria pelo menos ter a maturidade de um ciclo de Sprint, para só depois levar para os meus outros times.

Nossos primeiros erros

Passamos pelos nossos primeiros Daily Scrum's, e apesar de conhecer a metodologia e querer ter esse comprometimento com ela, eu estava cansado desses eventos. Estávamos todos um do lado do outro o dia inteiro, será mesmo que precisávamos desse evento para esclarecer as dúvidas? Chegávamos ao Daily já com os impedimentos resolvidos, afinal trocávamos muito no dia a dia. Daí veio uma sugestão, minha e do time: mudar os Dailys para não Dailys. Reduzirmos a frequência desses eventos, nos encontrando a cada 2 dias. E aqui está meu próximo erro: querer mudar a metodologia para o que convém e não utilizarmos desses eventos para realmente gerar valor. Aprendemos que comentar com todo o time o que era a descoberta de duas pessoas ajudava de verdade a estarmos todos na mesma página. O Daily é o momento do time inteiro também, não só o de remover o impedimento de uma só pessoa. Inserimos muitas tarefas não planejadas, existia muita coisa "urgente" e precisamos inserir no nosso Sprint, gastando tempo e esforço do time com essas tarefas e o que havia sido priorizado estava ficando um pouco de lado.

Nossos aprendizados

Chegamos ao final do primeiro sprint! A felicidade de ter dado o primeiro passo era grande, mas as decepções das dificuldades já existiam. Estava na hora do nosso sprint review e claro, não tínhamos indicadores do Sprint. A ferramenta que utilizamos não nos fornecia isso, então, contamos a quantidade de entregas realizadas e chegamos a conclusão: havíamos feito 50% do planejado. Não dava para saber se havíamos ou não melhorado a velocidade do time, se realmente tínhamos trabalhado no que gerava mais valor, mas estávamos satisfeitos de termos seguido o formato de trabalho que havia sido proposto. Finalizada a Revisão do Sprint, fizemos a Retrospectiva do Sprint padrão, com quatro perguntas: "O que deu certo nesse Sprint?", "O que deu errado?", "O que deveríamos manter para o próximo Sprint?" e "O que devemos melhorar para ele?". Ainda não enxergávamos os benefícios da Retrospectiva, por isso mesmo ela foi pobre, sem realmente comentários que geraram o que esperamos de uma retrospectiva. O principal ponto que quero fazer nesse texto é: começar é o primeiro passo, só após ele conseguimos realmente melhorar a nossa adaptação à metodologia. Após replicar tudo que fizemos em marketing em todos os outros times mostra isso. Mesmo com toda a maturidade adquirida, os primeiros desafios de cada time no seu primeiro sprint são muito próximos.

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